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"Resolveu o quê?": Em tom de desabafo, Aninha Cardoso denuncia crise na saúde, ausência do secretário e fechamento de serviços em Campina Grande

Fiscalização e cobrança: Na CMCG, vereadora Aninha Cardoso critica falta de respostas da pasta da Saúde e cobra explicações sobre consultoria milionária e fechamento de farmácias. Foto: Reprodução / CMCG
Em pronunciamento e entrevista concedida à jornalista Fátima Silva na Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), a vereadora Aninha Cardoso fez um desabafo contundente a respeito da situação da saúde pública no município. A parlamentar criticou o resultado da recente audiência pública realizada na Casa de Félix Araújo e apontou a falta de esclarecimentos diretos por parte do secretário municipal de Saúde.

Aninha questionou a efetividade dos debates sem a presença do titular da pasta e sem respostas claras sobre medidas que impactam o atendimento à população: "A audiência pública da saúde aqui na Câmara resolveu o quê? Qual foi a informação que trouxeram pra gente? O que chegaram aqui e explicaram? Por que fecharam 22 farmácias? Por que tem UBS sendo fechada? Por que o Hospital Dr. Edgley vai ser fechado? Não vi nada que eu possa chegar hoje numa comunidade e explicar. É falta de planejamento", disparou.

Consultoria milionária e falta de prestação de contas

A parlamentar também cobrou transparência quanto aos gastos públicos do setor, lembrando a contratação de uma empresa de consultoria externa pelo Poder Executivo: "Foi contratada uma consultoria que recebeu mais de R$ 2 milhões. Ficaram de mandar um relatório para a Câmara há cerca de seis meses para dizer o que essa consultoria estava melhorando na saúde. E o que estamos vendo? Fechando serviços e demitindo pessoas. Esse relatório não chegou aqui", ressaltou.

Aninha destacou ainda o descumprimento dos prazos legais para a prestação quadrimestral de contas pela secretaria: "Existe uma lei que determina que o secretário tem que vir a esta Casa de quatro em quatro meses prestar contas do seu serviço. Vai fazer dois anos de mandato e o secretário não veio prestar essas contas".

Respeito ao mandato e papel fiscalizador nos bairros

Ao rebater ataques que miram o trabalho parlamentar em plenário, Aninha lembrou que a atuação do vereador ocorre fundamentalmente junto às bases comunitárias: "Vereador é gente, adoece, tem família. O nosso trabalho não se resume apenas à sessão na Câmara. Estamos nos bairros como Pedregal, Bela Vista e por toda a cidade acompanhando quem precisa de atendimento. O papel do vereador é fiscalizar, reivindicar e cobrar; quem tem a obrigação de executar as melhorias é a prefeitura", finalizou.

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