A cobrança pela construção de uma escola estadual no Complexo Aluízio Campos abriu um novo capítulo de embate político em Campina Grande. De um lado, o prefeito Bruno Cunha Lima afirma que o município ofereceu terrenos desde 2021 e acusa o Estado de inação. Do outro, o vereador Pimentel Filho (PSD) sustenta que a primeira área indicada era inadequada para a engenharia e que a formalização do novo lote só ocorreu no início deste mês de setembro.
Em vídeo divulgado nas redes, Bruno Cunha Lima apresentou o ofício enviado em setembro de 2021 pelo governador João Azevêdo, no qual era solicitada uma área de 10 mil metros quadrados (100m x 100m) para erguer uma unidade com 12 salas e ginásio. O prefeito argumentou que a Secretaria de Planejamento disponibilizou duas opções com metragens superiores, uma com 15,6 mil m² e outra com 20,4 mil m², mas que ambas teriam sido recusadas pela equipe técnica do Governo da Paraíba.
Em vídeo divulgado nas redes, Bruno Cunha Lima apresentou o ofício enviado em setembro de 2021 pelo governador João Azevêdo, no qual era solicitada uma área de 10 mil metros quadrados (100m x 100m) para erguer uma unidade com 12 salas e ginásio. O prefeito argumentou que a Secretaria de Planejamento disponibilizou duas opções com metragens superiores, uma com 15,6 mil m² e outra com 20,4 mil m², mas que ambas teriam sido recusadas pela equipe técnica do Governo da Paraíba.
Prefeito cita parcerias e deixa escolha de áreas aberta
Para rechaçar a tese de falta de colaboração institucional, o chefe do Executivo lembrou a doação de terreno na Avenida Floriano Peixoto destinada ao Hospital de Clínicas e a assinatura de termos para a cessão de áreas às forças de segurança pública (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros) no próprio bairro.
Classificando a cobrança estadual como interesse de calendário eleitoral, Bruno anunciou que não vai impor um lote específico: "Em vez de a Prefeitura escolher uma área nossa para destinar ao Estado, qualquer área que vocês escolherem, desde que seja da Prefeitura, está cedida", frisou, cobrando o início imediato dos investimentos estaduais.
Classificando a cobrança estadual como interesse de calendário eleitoral, Bruno anunciou que não vai impor um lote específico: "Em vez de a Prefeitura escolher uma área nossa para destinar ao Estado, qualquer área que vocês escolherem, desde que seja da Prefeitura, está cedida", frisou, cobrando o início imediato dos investimentos estaduais.
Oposição contesta prazos e cita publicação no Semanário
O vereador Pimentel Filho rebateu a versão da gestão municipal apontando os registros do sistema eletrônico de processos 1Doc. Segundo o parlamentar, o primeiro lote oferecido tratava-se de uma encosta irregular, inviável economicamente para a construção de um módulo padrão de ensino.
Pimentel ressaltou que, embora o projeto de lei de doação de um novo terreno tenha tramitado na Câmara Municipal em abril, a assinatura digital do prefeito e a consequente publicação no Semanário Oficial só foram concluídas em 3 de setembro de 2026. "Como é que o governador poderia construir essa escola de ontem para hoje se a doação só foi efetivada agora?", questionou, defendendo que o Estado só pode licitar a obra com a escritura e os registros devidamente regularizados.
Pimentel ressaltou que, embora o projeto de lei de doação de um novo terreno tenha tramitado na Câmara Municipal em abril, a assinatura digital do prefeito e a consequente publicação no Semanário Oficial só foram concluídas em 3 de setembro de 2026. "Como é que o governador poderia construir essa escola de ontem para hoje se a doação só foi efetivada agora?", questionou, defendendo que o Estado só pode licitar a obra com a escritura e os registros devidamente regularizados.
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