Nos bastidores e camarins do histórico Cine São José, em Campina Grande, a cobertura de rua encontrou um verdadeiro monumento vivo da cultura popular nordestina. A jornalista Fátima Silva conversou com a repentista Soledade, que, aos 83 anos de idade e pisando nos 84, esbanja lucidez, arte e uma memória afetiva profunda ligada à Rainha da Borborema.
Relembrando os velhos companheiros de jornada que marcaram sua chegada à cidade no passado, como Juvenal de Oliveira, Zé Gonçalves, João Marinho e Luís Bonifácio, Soledade destacou o carinho imenso que nutre pela terra: "Campina Grande faz parte de um passado que me enche de alegria, de emoção e de saudade. Aqui tem um pedacinho de mim, das minhas pisadas na juventude", declarou emocionada.
Relembrando os velhos companheiros de jornada que marcaram sua chegada à cidade no passado, como Juvenal de Oliveira, Zé Gonçalves, João Marinho e Luís Bonifácio, Soledade destacou o carinho imenso que nutre pela terra: "Campina Grande faz parte de um passado que me enche de alegria, de emoção e de saudade. Aqui tem um pedacinho de mim, das minhas pisadas na juventude", declarou emocionada.
A Viola como Destino e o Enfrentamento ao Machismo
Iniciando na arte do improviso aos 19 anos, Soledade abriu o coração sobre o peso do preconceito e do machismo estrutural que enfrentou em uma época em que mulher na viola era exceção absoluta. Com a franqueza de quem venceu a patrulha do tempo e dos costumes, ela desabafou: "Se fosse no tempo da fogueira, eu tinha ido pra fogueira. Jogaram meu nome na lama, cortaram, machucaram, fizeram o que quiseram. Mas eu disse: ninguém, a não ser Deus, vai tirar o meu destino".
Para ela, que resume sua trajetória afirmando que a viola foi marido, pai, irmão e filho, o instrumento sagrado e a poesia de raiz continuam sendo sua razão de viver. Pedindo a Deus apenas saúde mental para seguir cantando e tocando até os cem anos, a repentista deixou claro que sua história já está eternizada na alma do Nordeste.
Para ela, que resume sua trajetória afirmando que a viola foi marido, pai, irmão e filho, o instrumento sagrado e a poesia de raiz continuam sendo sua razão de viver. Pedindo a Deus apenas saúde mental para seguir cantando e tocando até os cem anos, a repentista deixou claro que sua história já está eternizada na alma do Nordeste.
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